A Infinita Singularidade do prazer

20-02-2013 12:43

Olhos que te olham perdendo grande parte da coerência prática da razão quando o desejo impõe a sua sede .

Sacias a  sede com os lábios,como que encontrando neles o oásis perfeito da tua paixão.

Deliciosa aquela forma provocadora e insinuante com que atormentas o ser alheio a cada movimento do teu corpo . Indecente a forma como ludibrias a moral e ortodoxa forma de fazer amor, em que como dois amantes, degladiam movimentos luxuriantes que vibram o terreno a sua volta  que por vezes chamas cama nas muitas vezes chamas ocasião.

Em terra profana se torna esse mesmo "terreno" , que te agarra para não te deixar voar em prazer e êxtase que te delicia enquanto provas o sabor da pele nua mas vestida de desejo.

Saboreando cada recanto e curva de teu corpo como quem se enfarta num banquete de orgias romanas,reencontras fantasias de adolescente saboreadas em idade adulta. E possuindo e domando a mulher fêmea que és, satisfazendo o corpo vezes e vezes sem saborear o passar do tempo pois nesses momentos o tempo não existe... Existe sim a  infinita singularidade do prazer .

E é onde a alma reside com suas fantasias e desejos pecaminosos escondidos agora vindos a tona  no corpo que faz do seu instinto mais básico que todos temos dentro de nós escondido.... À espreita.. Esperando que chegue a altura e pessoa certa que te o faça despertar.

E em silêncio agora esse teu olhar procura conforto quando olhas a teu redor e enquanto o prazer ainda reside dentro de ti como uma droga  que te vicia a cada vez que se demonstra no corpo o que o coração nao consegue ver.

... A infinita singularidade do prazer .